6ª Reunião – Confraria Chug-a-Lug

Data: 06/Julho/2017

Chug-a-luggers Presentes: Alexandre Fornazari, Alessandro Montoya, Gustavo Samogim, João Ferreira e Marco Jordan.
Chug-a-luggers Ausentes: Ed Gomes, Rodrigo Menossi, Marcelo Sperandim, Orlindo Martins e Renato Maldonado.

Presidente: Renato Maldonado substituído por Alexandre Fornazari

A reunião foi iniciada às 20:30 devido ao atraso dos confrades que estiveram presentes. Iniciamos com o Bate-papo Técnico conduzido por Alexandre Fornazari onde foi feita uma apresentação sobre lúpulos. Foi explicado sobre a função destes elementos na cerveja, sua interferência no amargor, aroma e sabor da cerveja. Foi explicado também a diferença entre os tipos de lúpulos bem como seus efeitos secundários – porém não menos importantes – na cerveja.

A degustação foi iniciada logo após o bate-papo e o Presidente da Reunião, Alexandre Fornazari, perguntou aos presentes se algum deles teria interesse em presidir a sétima reunião. Como ninguém se voluntariou o Alexandre presidirá também a próxima reunião. A data da próxima reunião ficou definida para dia 17/08/2017.

Na sequência foi justificado a escolha de aprofundar no universo Lager, para que todos possam ter uma compreensão melhor dos estilos desta família. O estilo escolhido para esta degustação foi o estilo Bock. Foi informado aos presentes que a escolha foi feita pelo confrade que presidiria a reunião, que infelizmente, por motivos de força maior, não pode estar presente. Uma breve história a respeito do estilo foi contada e foram selecionadas quatro cervejas Bock e todas foram degustadas, avaliadas, comentadas e debatidas entre os confrades.

Na sexta reunião, as seguintes cervejas foram degustadas e avaliadas:

A avaliação dos confrades mostrou que as cervejas apresentaram alto grau de aceitação e avaliação. A grande estrela da noite, na opinião dos confrades, foi a Tupiniquim Bock.

Nossa próxima reunião da confraria será dia 17/08/2017 e nosso próximo presidente será o Alexandre Fornazari.

Saúde e até lá!

Hausen Bock

Características:

Cervejaria: Hausen Bier
País: Brasil
Estilo: Traditional Bock (5B)
ABV: 6,0%
Temperatura de consumo: 8 – 12 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

A Hausen Bock é uma cerveja de baixa fermentação, de alto teor alcoólico, encorpada de cor avermelhada. Possui amargor suficiente para suportar a força dos maltes com final equilibrado. Os maltes especiais tostados remetem a biscoito, pão e caramelo.

Considerações da Confraria:

A cerveja Hausen Bock foi nossa primeira avaliada da noite. Aroma de malte acentuado com baixo lúpulo e muito equilibrada. Na aparêcia a coloração cobre avermelhado e colarinho bege chamou bastante atenção. A cerveja é bem transparente e apresenta boa formação de espuma com média retenção. Sabor equilibrado de malte e baixo amargor, remete a malte e caramelo. Todos nossos confrades informaram que comprariam esta cerveja para consumo.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é muito bem desenvolvido. Tem um visual bem tradicional e é utilizado o jogo de cores para distinção de estilos, o que facilita a diferenciação dos produtos. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e possui um texto de apresentação da cervejaria e da cerveja, hamonização, copo ideal, temperatura de consumo, premiações e os demais textos obrigatórios por lei. Importante ressaltar que o rótulo informa ainda que o produto não deve ser ingerido por menores de 18 anos de idade.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo tradicional bem elaborado, com temas que remetem ao estilo tradicionalista da cervejaria. Em nosso ponto de vista faltou apenas informar o índice de amargor da cerveja.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,2
Aparência: 8,4
Sabor: 8,1
Sensação na boca: 8,8
Impressão Geral: 8,4
Média Geral: 8,1

Ficha de Avaliação

Baden Baden Bock

Características:

Cervejaria: Baden Baden (Schincariol)
País: Brasil
Estilo: Traditional Bock (5B)
ABV: 6,0%
Temperatura de consumo: 5 – 7 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Coloração castanha, com um toque adocicado ao paladar e aroma levemente tostado: Baden Baden Bock é uma cerveja Lager encorpada. Originária da cidade de Einbeck, norte da Alemanha, a cerveja tipo Bock era produzida nos monastérios especialmente para festas religiosas.

Considerações da Confraria:

A cerveja Baden Baden Bock foi nossa segunda avaliada da noite. Aroma com traços marcantes de malte torrado e notas de chocolate amargo, caramelo e café. Na aparêcia a coloração marrom avermelhado e colarinho bege bem típico do estilo. A cerveja é bem transparente e apresenta média formação de espuma com boa retenção. Sabor equilibrado, com média carbonataçãoe bem equilibrada. Alguns de nossos confrades informaram que comprariam esta cerveja para consumo e outros que não comprariam, porém beberiam novamente.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é muito bem desenvolvido. Tem um visual bem tradicional, com uma imagem já enraizada dos pinheiros de Campos do Jordão e é utilizado o jogo de cores para distinção de estilos, o que facilita a diferenciação dos produtos. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e possui um texto de apresentação da história da cerveja, hamonização, copo ideal, temperatura de consumo e os demais textos obrigatórios por lei. Importante ressaltar que o rótulo informa ainda que o produto não deve ser ingerido por menores de 18 anos de idade e que contém glúten.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo tradicional bem elaborado, com temas que remetem ao estilo tradicionalista da cervejaria. Em nosso ponto de vista faltou apenas informar o índice de amargor da cerveja.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,2
Aparência: 8,4
Sabor: 8,1
Sensação na boca: 8,8
Impressão Geral: 8,4
Média Geral: 8,1

Ficha de Avaliação

5ª Reunião – Confraria Chug-a-Lug

Data: 01/Junho/2017

Chug-a-luggers Presentes: Alexandre Fornazari, Alessandro Montoya, Gustavo Samogim, João Ferreira, Marcelo Sperandim, Orlindo Martins e Renato Maldonado.
Chug-a-luggers Ausentes: Marco Jordan, Ed Gomes e Rodrigo Menossi.

Presidente: Alexandre Fornazari

A reunião foi iniciada às 20:00, como de costume, com o Bate-papo Técnico conduzido por Alexandre Fornazari. Nesta edição foi feita uma apresentação sobre os cereias fermentáveis. Foi explicado sobre a função destes elementos na cerveja, sua interferência na cor e no sabor da cerveja. Foi explicado também a diferença entre cerais maltados e não-maltados onde foi passado uma lista dos principais cereais maltados, cereais não maltados além de outros produtos fermentáveis. Finalmente foi discutido brevemente outras aplicações envolvendo fermentação.

A degustação foi iniciada logo após o bate-papo e o Presidente da Reunião, Alexandre Fornazari, apresentou formalmente o novo confrade, João Ferreira, e pediu que ele contasse um pouco sobre suas experiências anteriores com cervejas. Na sequência foi repassado novamente as regras da confraria, as funções do presidente, foram tratados alguns assuntos internos e as foram tomadas as definições da próxima reunião. Foi informado também que, devido ao sucesso da degustação no Capitão Barley e aos planos para repetir as degustações com público presente, não haverá mais convidados nas reuniões internas.

O presidente informou que, para dar sequência aos trabalhos ele poderia presidir também a próxima reunião, caso ninguém se voluntariasse para a função. Entretando o confrade Renato Maldonado se voluntariou e foi aceito pelos demais presentes. A data da próxima reunião ficou definida para dia 06/07/2017.

Na sequência foi justificado a escolha de aprofundar no universo Lager, para que todos possam ter uma compreensão melhor dos estilos desta família. O estilo escolhido para esta degustação foi o estilo Vienna Lager. Foi também explicado que a primeira cerveja não atendia o estilo, porém foram selecionadas três cervejas Vienna Lager e todas foram degustadas, avaliadas, comentadas e debatidas entre os confrades e convidados.

Na quinta reunião, as seguintes cervejas foram degustadas e avaliadas:

  • Burgman Casanova – Specialty Beer
  • Da Mata Vienna Lager (7A)
  • Bierbaum Vienna (7A)
  • Hausen Vienna Lager (7A)

A avaliação dos confrades mostrou que as cervejas Vienna Lager apresentaram alto grau de aceitação e avaliação. Com uma vantagem a grande vencedora da noite, na opinião dos confrades, foi a Hausen Vienna Lager, seguida de muito perto da Bierbaum Vienna.

Nossa próxima reunião da confraria será dia 06/07/2017 e nosso próximo presidente será o Renato Maldonado.

Saúde e até lá!

Burgman Casanova

Características:

Cervejaria: Cervejaria Burgman
País: Brasil
Estilo: Specialty Beer
ABV: 5,2%
Temperatura de consumo: 5 – 7 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Uma Pale Lager, comUma Pale Lager, com uma receita especial de malte Pilsen e Viena, este que lhe confere leve adocicado e uma cor amarelo-dourada. A receita também conta com o dobro de lúpulo da lager tradicional graças a adição das variedades alemãs Magnum e Hersbrucker contribuindo para um amargor limpo, leve e refrescante. Além disso, essa cerveja passa pelo processo de dry-hopping (adição de lúpulo na cerveja maturada) do lúpulo Motueka, originário da Nova Zelândia que fornece aromas cítricos e herbais à cerveja, deixando-a ainda mais saborosa e extremamente aromática.

Considerações da Confraria:

A cerveja Burgman Casanova foi nossa primeira avaliada da noite, o motivo da presença da mesma é por ter apresentado, pelo menos nas descrições do marketing da Burgman, características aparentemente semelhantes à Vó Maria e seu Lado Zen. Aparências à parte a cerveja da Burgman não tem nada a ver com o destaque de nossa 1ª Degustação. A cerveja não possui aroma acentuado, frustando um pouco nossas expectativas devido ao “Dry-hopping”. É interessante porém leve e apresenta notas cítricas. Sua aparência é bastante turva, sugerindo o uso de uma levedura de baixa floculação. Corpo leve e boa formação de espuma com baixa retenção. Sabor com amargor moderadoporém refrescante. Corpo baixo porém foi possível notar uma certa adstringência no retro-gosto. Nossos confrades informaram, em sua maioria, que não comprariam esta cerveja porém beberiam novamente se lhe fosse oferecido enquanto que o confrade João informou que a compraria para consumo. A cerveja possui uma coloração considerada amarelo palha através do senso comum entre todos os confrades.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é bem moderno, com um visual atraente e o nome da cerveja é identificado facilmente. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e a diversificação dos novos rótulos ajuda a facilitar a identificação. Possui um texto de apresentação da cerveja, informação da temperatura ideal de consumo e os demais textos obrigatórios por lei. Contudo, para um rótulo que foi recentemente desenhado, deixa a desejar com a ausência de informações como: harmonização sugerida, o copo recomendado, nível de amargor. Importante ressaltar que o rótulo informa que o produto não deve ser ingerido por: quem está prestes a dirigir, quem é menor de 18 anos de idade e ainda informa que o produto contém glúten e cevada.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo de estilo moderno e bem projetado em uma garrafa tradicional com uma apresentação muito boa que chama a atenção ao olhar. Algumas informações estão presentes porém não são tão claras, rótulo com letras pequenas porém de fácil compreensão. Faltou informar o amargor (IBU) da cerveja, sugestão de harmonização e copo ideal.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 4,6
Aparência: 4,6
Sabor: 4,6
Sensação na boca: 5,1
Impressão Geral: 4,3
Média Geral: 4,6

Ficha de Avaliação

Da Mata Vienna Lager

Características:

Cervejaria: Cervejaria Da Mata
País: Brasil
Estilo: Vienna Lager (7A)
ABV: 4,9%
Temperatura de consumo: 5 – 7 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Cor acobreada, tem aroma de malte e leve dulçor, com notas tostadas, e suave amargor de lúpulo. Leve, refrescante e de final seco. Conforme o autor da receita, Alfredo Ferreira, do Instituto da Cerveja Brasil: “Foi criada para preencher uma lacuna no mercado nacional. A Vienna Lager é um estilo pouco explorado por aqui, e com grande potencial de crescimento. Ela apresenta como principal característica um excelente equilíbrio entre notas de malte com suave tosta e lúpulos nobres no aroma e sabor”.

Considerações da Confraria:

A cerveja Da Mata Vienna Lager foi nossa segunda avaliada da noite. Aroma de malte levemente adocicado com baixo lúpulo. Na aparêcia a coloração cobre chamou bastante atenção apesar de levemente turva com boa formação de uma espuma bege característica e de baixa retenção. Sabor com amargor baixo, remete a malte e caramelo. Nossos confrades informaram, em sua maioria, que comprariam esta cerveja para consumo exceto o confrade Kim informou que não beberia a cerveja novamente.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Inglesa de 500 mL e seu rótulo é interessante. Tem um visual limpo com motivos tribais (acredito eu) e o nome da cerveja é identificado facilmente. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e a diversificação por cores ajuda a identificar facilmente o estilo. Possui um texto de apresentação da cerveja, um texto falando sobre equilíbrio e um QR Code com uma playlist do Spotify sugerida e os demais textos obrigatórios por lei. Contudo o rótulo deixa a desejar com a ausência de informações básicas como: temperatura ideal de consumo, harmonização sugerida, o copo recomendado e nível de amargor. Importante ressaltar que o rótulo informa que o produto não deve ser ingerido por: quem está prestes a dirigir e quem é menor de 18 anos de idade.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo de com tema tribal, limpo e bem desenhado em uma garrafa de boa apresentação que chama a atenção ao olhar. Apesar da graduação alcoólica estar informada, algumas informações básicas foram deixadas de lado. O responsável pelo design poderia ter priorizado informações que realmente são interessantes, como: amargor, harmonização, temperatura ideal de consumo, copo sugerido. O texto sobre equílibrio é completamente irrelevante e o QR Code para localizar a playlist no Spotify não funcionou por ser muito pequeno.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,1
Aparência: 7,7
Sabor: 7,2
Sensação na boca: 6,6
Impressão Geral: 6,9
Média Geral: 7,1

Ficha de Avaliação

Bierbaum Vienna Lager

Características:

Cervejaria: Cervejaria Bierbaum
País: Brasil
Estilo: Vienna Lager (7A)
ABV: 5,2%
Temperatura de consumo: 3 – 6 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

A cerveja 100% malte, de coloração avermelhada, de baixa fermentação e médio amargor do tipo Vienna Lager. A Bierbaum Vienna possui 05 tipos de malte, com aromas que remetem tons florais e cítricos provenientes dos dois tipos de lúpulo utilizados. Seu sabor apresenta boa presença de malte no início e leves notas adocicadas. Recebe uma generosa porção de lúpulo (Dry hopping), trazendo um agradável e persistente amargor.

Considerações da Confraria:

A nossa terceira cerveja da noite foi a Bierbaum Vienna Lager. Aroma de malte levemente adocicado com baixo lúpulo. Na aparêcia a limpidez e a coloração cobre chamou bastante atenção,  com boa formação de uma espuma bege característica e de média retenção. Sabor com dulçor médio e amargor baixo, remetendo a malte e caramelo. Nossos confrades ficaram bastante impressionados com esta cerveja e todos informaram que comprariam esta cerveja para consumo próprio.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é muito bem desenvolvido. Tem um visual clássico com uma imagem da prefeitura de Viena, Rathaus, em dourado logo acima do estilo da cerveja, que facilita sua identificação. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e a diversificação por cores ajuda a identificar facilmente o estilo. Possui um texto de apresentação da cervejaria e da cerveja, hamonização, copo ideal, temperatura de consumo, índice de amargor, premiações e os demais textos obrigatórios por lei. Importante ressaltar que o rótulo informa ainda que o produto não deve ser ingerido por menores de 18 anos de idade.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo de muito bom gosto, com temas que remetem ao estilo e à colonização da cidade de origem da cerveja, Treze Tílias, SC. A garrafa tradicional propicia boa apresentação e o conjunto chama a atenção. O responsável pelo design foi extremamente feliz com o desenho e foi um dos melhores rótulos já avaliados por esta confraria.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 8,0
Aparência: 8,6
Sabor: 7,7
Sensação na boca: 7,4
Impressão Geral: 7,7
Média Geral: 7,8

Ficha de Avaliação

Hausen Vienna Lager

Características:

Cervejaria: Cervejaria Hausen Bier
País: Brasil
Estilo: Vienna Lager (7A)
ABV: 5,0%
Temperatura de consumo: 7 – 10 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

A Hausen Vienna é uma representante clássica do estilo originário da Áustria com destaque para os maltes tostados. É uma cerveja extra de baixa fermentação, coloração âmbar e médio teor alcoólico. O aroma e o sabor destacam os três tipos de maltes tostados utilizados que remetem a pão, biscoito e leve adocicado. Possui corpo médio e a-lug.com.br/wp-content/uploads/201margor suficiente para um final equilibrado.

Considerações da Confraria:

A nossa última cerveja da noite foi a mais bem pontuada da noite, a Hausen Vienna Lager. Aroma de malte levemente adocicado com baixo lúpulo. Cerveja bem transparente com uma coloração cobre muito bonita e  com boa formação de uma espuma de cor bege porém com baixa retenção. Sabor levemente adocicado, remetendo a malte e toffe e amargor leve e equilibrado. Esta cerveja apresentou um equilíbrio maior que as demais do mesmo estilo degustadas e foi a eleita da noite. Todos confrades gostaram muito e informaram que comprariam esta cerveja para consumo próprio.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é muito bem desenvolvido. Tem um visual bem tradicional e é utilizado o jogo de cores para distinção de estilos, o que facilita a diferenciação dos produtos. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e possui um texto de apresentação da cervejaria e da cerveja, hamonização, copo ideal, temperatura de consumo, premiações e os demais textos obrigatórios por lei. Importante ressaltar que o rótulo informa ainda que o produto não deve ser ingerido por menores de 18 anos de idade.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo tradicional bem elaborado, com temas que remetem ao estilo tradicionalista da cervejaria. Em nosso ponto de vista faltou apenas informar o índice de amargor da cerveja.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,6
Aparência: 8,0
Sabor: 8,0
Sensação na boca: 7,7
Impressão Geral: 7,9
Média Geral: 7,9

Ficha de Avaliação

Parte Final – Da Bavária ao Brasil: uma viagem Lager

Aqui estamos nós com a quarta e última parte desta história. Semana passada pudemos entender um pouco melhor os tempos sombrios que sondaram a indústria cervejeira do início do século 20. Vimos também como os fatos históricos contribuiram para o nascimento de gigantes, mas e no Brasil, o que rolou?

Controle de Portugal

Dois fatores contribuiram muito para o início tardio de produção de cervejas no Brasil. O primeiro fator foi o fechamento dos portos em toda costa brasileira para navios que não fossem portugueses. Esta proibição teve validade até 1808, fazendo com que novos produtos e tecnologias não chegassem ao Brasil. Outro fator que contribuiu para a chegada tardia da cerveja ao Brasil era que os portugueses temiam que a produção de cerveja impactasse o lucrativo negócio de importação de vinhos portugueses.

Somente em 1853 é que o colono alemão Henrique Kremer produziu a primeira cerveja em território tupiniquim. A cerveja de Kremer é a Bohêmia, que existe até hoje e atualmente pertence à gigante ABInbev.

Mas foi com a proclamação da república em 1889 que as primeira indústrias emergiram no Brasil. As cervejas brasileiras daquela época possuiam um alto grau de fermentação e produziam uma quantidade imensa de gás carbônico. Mesmo depois de engarrafadas, estas cervejas ainda produziam gás carbônico, causando um enorme aumento de pressão. Para conter a pressão as rolhas eram então amarradas com um barbante para impedir que as mesmas saltassem da garrafa. Esta é a origem da “Cerveja Barbante”.

Não existem muitos registros sobre as primeiras cervejarias nacionais, pois as cervejas geralmente eram produzidas e vendidas em barris sem identificação de marca. Os dois pólos industriais da época que iniciaram a produção de cerveja foram os estados do Rio de Janeiro e Pernambuco. O primeiro era muito desenvolvido para a época e era comparado a cidades européias e o segundo recebeu influência da colonização holandesa. É sabido que as primeiras marcas nacionais foram: Logos, Guarda Velha, Gabel, Vesosso, Stampa, Olinda e Leal.

Um ano crucial na história da cerveja brasileira foi 1882, quando Louis Bucher e Joaquim Salles fundaram a Antarctica, que atualmente é a terceira cerveja mais consumida no país. Já o imigrante suíço Joseph Villiger começou a fazer a própria cerveja em casa com o nome de Brahma e, junto com Paul Fritz e Ludwig Mack, em Setembro de 1888, começou sua companhia com 32 empregados e produzindo 12.000 litros de cerveja.

O Brasil ocupa hoje a terceira posição em volume de produção de cerveja no mundo. Chegamos ao fim de mais uma história com muitos detalhes sobre este líquido que a maioria aprecia. Deixem seus comentários, correções, dúvida e teremos o prazer em falar com vocês.

Saúde e um ótimo final de semana.

Parte 3 – Da Bavária ao Brasil: uma viagem Lager

Fala pessoal, aqui estamos nós com a terceira parte desta história. Como falamos na semana passada a cerveja lager começou cedo a ser difundida para o mundo, porém os cervejeiros também desbravaram fronteiras e foram parar no mundo novo. No final do século 19 eles estavam se adaptando e aplicando ingredientes locais, mas…

Dias Sombrios

O início do século foi bastante complicado, tanto no mundo novo como no velho mundo. A primeira guerra mundial isolou a Europa de 1914 até 1918 e suas consequências resultaram em escassez por décadas, levando até mesmo a próspera Alemanha à ruína econômica.

Em 1920 os EUA implantaram as leis que proibiam a venda, fabricação e transporte de bebidas alcoólicas, uma medida que acabou com a indústria cervejeira americana em um único golpe. Esses 13 anos de proibição tiveram um efeito devastador na indústria cervejeira americana, no entanto, algumas poucas cervejarias conseguiram sobreviver fabricando uma cerveja sem álcool (ABV inferior a 0,5%) denominada Near Beer.

Para completar, em 1939 a segunda guerra mundial colocou a Europa em agitação novamente e, mesmo com o tratado de paz e após a resolução dos conflitos em 1945, o efeito econômico ressoaria até o final do século XX.

Na América, a indústria cervejeira ficou estéril durante o período da proibição e demorou um bom tempo para a recuperação do que havia sobrado.

Nascimento de Gigantes

Contudo, as poucas empresas que resistiram se viram em um mercado com poucos concorrentes uma nação sedenta. Essas condições eram ideais para o aumento da produção industrial, porém aumentar a produção significava reduzir custos e aumentar o potencial de lucros, mas também traziam uma série de desafios técnicos. Embora uma cerveja lager possa parecer simples, quaisquer falhas são facilmente percebidas o que deixa pouca margem para falhas e erros. Outro problema era a consistência, a diferença de sabor entre bateladas não é um problema para uma produção em pequena escala, porém para uma cerveja que possui distribuição global a consistência é fundamental. Isto siginifica que as modernas lagers são extremamente dependentes de cervejeiros experientes e equipamentos de precisão.

No entanto, ao final do século 20, estes obstáculos técnicos já haviam sido resolvidos. Nos anos 70 e 80 as cervejarias multinacionais estavam em plena expansão, comprando e adquirindo cervejarias menores para formar conglomerados com enormes portfólios de marcas. A maior de todas é a Anheuser-Busch Inbev, formada pela americana Anheuser-Busch, pela belga Interbrew e pela brasileira Ambev. A ABInbev produz cerca de 25% de toda cerveja consumida no mundo, teve um faturamento de 36 bilhões de dólares em 2010 e possui mais de 200 marcas incluindo: Budweiser, Brahma, Corona, Stella Artois, Leffe, Hoegaarden, Spaten, Quilmes, Skol e muitas outras.

Também imensas temos a SAB Miller, Heineken, Carlsberg e Molson Coors. A grande maioria das cervejas consumidas no mundo hoje é produzida por uma destas empresas. A  humilde Pilsner percorreu um longo caminho desde suas origens na Bavária e é hoje um produto produzido em escala industrial por todo globo e está presente em quase todos os cantos.

Não importa onde estejamos, haverá sempre uma oferta de lager local no bar mais próximo.

Na próxima semana contaremos a última parte desta história, contemplando a chegada da cerveja em terras brasileiras.

Saúde.