Parte 2 – Da Bavária ao Brasil: uma viagem Lager

Semana passada falamos sobre a descoberta da fermentação no frio e sobre o amadurecimento dos processos de maltagem. Continuamos nossa história esta semana falando sobre a popularização da Lager e como ela se tornou disponível no mundo todo.

Fica mais fácil de entender a história se alguns eventos paralelos forem conhecidos. Desta forma, para começar, temos que falar um pouco sobre…

Copos e Canecos

É estranho para nós, que vivemos em um mundo moderno e temos acesso fácil a copos de vidro, imaginar que no início do século 19 estes itens eram artigo de luxo e de acesso somente aos mais abastados. Naquela época os copos eram feitos de madeira, metal, argila, cerâmica ou até mesmo couro endurecido. É sabido que a cerveja também não possuia uma aparência agradável e era escura e muito turva. Mas a indústria de vidro realmente se desenvolveu em meados do século 19, tornando os copos de vidro muito mais acessíveis à população. Tudo isto aconteceu com o surgimento das cervejas lagers claras, o que contribuiu muito na popularização do líquido dourado e transparente criado por Josef Groll em sua “Pale Lager”.

Aurora das Exportações

O novo estilo Pilsener possuía sabor marcante, refrescante e, melhor de tudo, era mais fácil de armazenar e possuia prazo de validade mais longo que as Ales tradicionais. Isto significava que as Pilsener podiam ser bebidas durante todo o ano ao invés de sazonalmente.

Tudo isso estava acontecendo no auge da revolução industrial e, com a era do vapor e o aumento da disponibilidade de transporte de longo alcance, o estilo se tornou muito popular em quase toda Europa, com as cervejarias Alemãs fazendo ótimo uso de maltes claros. E, desta forma, o mercado de exportação para as cervejarias estava acordando. Com os avanços em refrigeração e melhor entendimento das culturas de leveduras e com o evento da Pasteurização, o palco estava pronto para espalhar as cervejas lager para o mundo todo. E foi um Dinamarquês quem primeiro isolou e nomeou uma cepa de leveduras responsável pelas Lagers, o microbiologista Emil Christian Hansen, que isolou a Saccharomyces Carlsbergensis enquanto trabalhava para a conhecida cervejaria dinamarquesa Carlsberg. A Carlsberg foi pioneira na exportação de Lagers, pois estava geograficamente beneficiada para transporte marítimo. Sua exportação de cerveja foi iniciada em 1868 e ela continua famosa até hoje. Os Holandeses também iniciaram suas exportações cedo, com a Heineken iniciando as exportações em 1873 e a Grolsch em 1897. A cidade industrial de Dortmund, na Alemanha, também veio a ficar famosa pelas exportações de lagers com a Dortmunder Export, uma cerveja inspirada na Pilsener porém com sabor mais suave, influenciado pela baixa quantidade de sais minerais na água local.

Mundo Novo

Mas não eram apenas as cervejas que estavam sendo exportadas, pois os imigrantes alemães que vieram para a América trouxeram todo seu conhecimento em fazer cervejas para o mundo novo. E no decorrer no século 19 várias novas cervejarias se estabeleceram na América em uma indústria forjada nos moldes das cervejarias européias. A cervejaria Yuengling é a cervejaria mais antiga, e ainda em operação, nos EUA e foi fundada em 1823 por um imigrante alemão, David Yuengling. Frederick Miller fundou sua cervejaria em 1855, Joseph Schlitz em 1858, Adolph Coors em 1873, todos decendentes de alemães.

Em 1860, um outro alemão, Eberhard Anheuser assumiu a propriedade de uma cervejaria que estava à beira da falência e, com o casamento sua filha com Adolphus Busch, deu início às operações da cervejaria Anheuser-Busch, que iniciou a produção de uma cerveja no estilo Pilsener da Boêmia. Para homenagear a cidade Tcheca de Budweis eles deram o nome da cerveja de Budweiser, que atualmente é a cerveja mais popular da América. Mas os habitantes da cidade de Budweis não apreciaram a homenagem e não gostam de comentar, mas eles possuem a sua própria Budweiser Budvar (conhecida por aqui como Czechvar).

No final do século 19, a indústria cervejeira americana estava lutando para conseguir alcançar o estilo alemão tradicional de pilsener se utilizando de ingredientes locais, pois os ingredientes provenientes da Europa não chegavam em volume suficiente para atender à demanda, possuiam altos custos agregados pelo frete marítimo e a qualidade não era lá essas coisas.

Entrento dias sombrios estavam por vir, mas contaremos mais detalhes na próxima semana.

Saúde!

1ª Degustação Chug-a-Lug

Data: 27/Abril/2017

Chug-a-luggers Presentes: Alexandre Fornazari, Gustavo Samogim, Marcelo Sperandim, Marco Jordan, Orlindo Martins, Ed Gomes, Alessandro Montoya, Renato Maldonado e Rodrigo Menossi.

Convidado: Cezar Pereira.

Tema: Da Bavária ao Brasil – Uma viagem Lager

Público: 47 pessoas

Presidente: Marco Jordan

A apresentação foi iniciada pelo presidente pontualmente às 20:00 com uma breve apresentação introdutória da Confraria Chug-a-Lug ao público participante. Foram apresentadas as regras da Confraria, foi explicado brevemente o que fazemos em nossas reuniões internas e foram feitos os agradecimentos especiais ao Capitão Barley, à Cervejaria Avós e à Cervejaria Hausen por terem dado apoio e suporte para a realização da degustação.

Por volta das 20:15 a sessão passou para o confrade Alexandre Fornazari que conduziu o Bate-papo: O mundo Lager. Neste bate-papo, diferentemente das reuniões internas em que algum assunto técnico é tratado, foi contada a história da cerveja Lager, seu descobrimento, amadurecimento e difusão para todo o mundo até a chegada ao Brasil, se tornando o estilo de cerveja mais popular do mundo. Esta história será contada em publicações neste blog nas próximas semanas.

Após o término do Bate-papo foram servidos os maltes: Pilsen, Cara Gold e Café e os lúpulos: Saaz, Hallertau Hersbrucker e Citra para que os presentes pudessem experimentar os mesmos e facilitar a identificação de tais ingredientes quando a degustação fosse feita. A degustação foi iniciada logo após o término da degustação de ingredientes  bate-papo e o Presidente da Reunião, Marco Jordan, apresentou formalmente aos presentes sobre suas pesquisas e o motivo da escolha do tema e da seleção de cervejas. O presidente concluiu que o universo das cervejas Lager é muito grande e pouco conhecido, por isso resolveu fazer a degustação do estilo. Foram selecionadas quatro cervejas Lager e estas foram degustadas, avaliadas, comentadas e debatidas entre os presentes.

Esta foi nossa primeira experiência com público participante (não confrades) e nossa avaliação geral foi muito positiva. Foi muito gratificante poder compartilhar conhecimento, aprender com outras pessoas, ouvir suas opiniões e agregar um pouco de valor para uma coisa que somos todos apaixonados. Podem aguardar que iremos repetir a dose.

Pra finalizar fizemos a degustação de quatro cervejas, sendo que as seguintes cervejas foram degustadas e avaliadas:

  • Cerveja Czechvar – Czech Premium Pale Lager (3B)
  • Hacker-Pschorr – Pale Kellerbier (7C)
  • Vó Maria e seu Lado Zen – American Lager (1B)
  • Hausen Dunkel – Schwarzbier (8B)

Todas as cervejas foram muito premiadas mas queremos dar enfase especial às duas brasileiras.

  • A Cervejaria Avós com sua “Vó Maria e seu Lado Zen” que foi quem recebeu a medalha de ouro em Blumenau 2017 no estilo American Lager. Como mencionado pelo cervejeiro Junior Bottura na apresentação da cerveja aos presente, a premiação foi uma agradável surpresa pois ele considerava a categoria extremamente difícil por ter havido grandes cervejas inscritas. Para se ter uma ideia a medalha de prata na mesma categoria foi para a Dama American Lager e a medalha de bronze foi para a Kirin Ichiban, jogo duro mas vencido, parabéns Junior pelas cervejas e nossos agradecimentos pela sua participação especial.
  • A Cervejaria Hausen Bier com sua cerveja Hausen Dunkel que recebeu a medalha de ouro 2016 no World Beer Awards (WBA) tanto no estilo quanto como melhor Lager do Mundo, além da medalha de ouro em 2016 para o estilo no Festival Brasileiro da Cerveja. A cervejaria de Araras, no interior de São Paulo, foi fundada por dois Engenheiros de Alimentos e a cervejaria segue a linha mais tradicionalista, como o Reinheitsgebot, ou simplesmente Lei da Pureza Alemã, de 1516, onde a cerveja deve ser feita com apenas água, malte de cevada e lúpulo (ainda não se tinha conhecimento das leveduras na época). Parabéns ao Leandro e ao André pelo carinho que produzem suas cervejas, todas muito boas. Recomendo.

E a vencedora da noite, na opinião dos presentes, foi a Vó Maria e seu Lado Zen. A Cerveja recebeu duas notas máximas em todos os quesitos, dadas por José Antônio Bachur e por Carlos Rodrigues.

A próxima reunião da confraria será definida nos próximos dias e será interna (somente confrades).

Saúde!

Degustação de Cervejas no Capitão Barley

Descrição do evento

A Confraria Chug-a-Lug nasceu com objetivo de reunir pessoas interessadas na cultura cervejeira e de oferecer experiências de degustação voltados para a disseminação da cultura cervejeira.
Somos um grupo de amigos que se encontram e desejam realizar novas experiências, acrescentando conhecimento e troca de informações com outras pessoas com a mesma vontade: deixar de lado, nem que por um momento, a correria de suas profissões ou da cobrança excessiva de resultados, para praticar uma atividade de lazer e, ao mesmo tempo, gratificante.
Na Confraria Chug-a-Lug os trabalhos são feitos de forma coletiva, sempre incluindo um bate papo técnico e a sessão de degustação. Como forma de crescimento pessoal, os participantes se reúnem para realizar as degustações e trocar ideias, aproveitando também momentos de relaxamento de suas obrigações diárias e troca de experiências com pessoas interessadas na cultura cervejeira.
Novidades: 4ª Reunião
Com o objetivo de abrir espaço para que “não” confrades tomem parte de nossas degustações, iniciamos nesta 4ª Reunião, com os convidados participantes. Desta forma outros apaixonados por cerveja podem participa e contribuir com seu conhecimento além de validar as conclusões.
Outra novidade importante é que está é a nossa primeira reunião itinerante e em um dos mais reconhecidos bares de cervejas especiais de São Paulo, o Capitão Barley.
Programa da Noite:
Seguindo o tema da noite “Da Bavária ao Brasil: uma viagem Lager” apresentaremos o seguinte:
  • Bate-papo Técnico: uma breve história da cerveja Lager
  • Bate-papo Técnico: conhecendo alguns ingredientes
  • Degustação de 4 rótulos, incluindo 150 ml de cada cerveja e avaliação das cervejas degustadas.
Contaremos com a presença do Júnior Bottura da Avós Cerveja Artesanal apresentado a cerveja medalha de ouro na categoria American Style Pilsener: Vó Maria e seu lado Zen. Não perca esta oportunidade!
 
Saúde.

 

Primeira Reunião – Confraria Chug-a-Lug

Data: 24/Novembro/2016logo-wordpress

Chug-a-Luggers Presentes: Alessandro Montoya, Alexandre Fornazari, Gustavo Samogim, Marcelo Sperandim, Marco Jordan, Orlindo Martins, Renato Maldonado e Ricardo Valência.
Chug-a-Luggers Ausentes: Ed Gomes e Eduardo Simões

Convidados: Sem convidados na primeira reunião.

Presidente: Alexandre Fornazari
Relator: Alexandre Fornazari

A reunião foi iniciada às 20:30 conforme planejado com todos confrades presentes. Foi feita uma breve apresentação do formato das reuniões, das regras da confraria e das possibilidades futuras. Foi também conversado sobre o documento, sobre a necessidade das regras e sobre a primeira revisão a ser consolidada após a terceira reunião e, após este período, as revisões – caso existam – somente serão feitas anualmente. Após as introduções necessárias foi apresentada a degustação do dia, os estilos e as cervejas escolhidas. Foi também apresentado aos confrades pelo presidente o “Beer Score Card” para que os confrades pudessem avaliar e atribuir notas às cervejas, com o intuito de começarmos a formar uma base de dados de cervejas e suas avaliações.

Muitas dúvidas foram apresentadas sobre ésteres e fenóis, formato do colarinho etc. Algumas foram esclarecidas e outras apenas geraram mais dúvidas, mas com o tempo vamos aprendendo juntos e vamos matando as charadas. O importante é curtir as degustações, as brejas e a experiência com os amigos.

Nota Importante: Um comentário digno de nota e já considerado na primeira alteração do documento da Confraria foi com relação à quantidade de cervejas a serem degustadas. Foi sugerido pelos confrades que esta quantidade seja reduzida de cinco para quatro cervejas.

As seguintes cervejas foram degustadas e avaliadas:
– 1500 – Premium American Lager (1C)
– Hofbräu Original – Minich Helles (1D)
– Warsteiner Premium Verum – German Pilsener (2A)
– Praga – Bohemian Pilsener (2B)
– 1795 – Bohemian Pilsener (2B)

E a estrela da noite, na opinião dos confrades, foi a 1795 com 7,3 pontos.

Saúde!!

1795

Características:1795

Cervejaria: Budejovicky Mestansky Pivovar
País: República Tcheca
Estilo: Bohemian Pilsener (2B)
ABV: 4,7%
Temperatura de consumo: 5 – 7 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Fabricada sob rigorosos e tradicionais processos, com malte próprio e o lúpulo de Saaz, a 1795 é uma cerveja premium lager dourada, com paladar redondo e balanceado amargor. Possui aroma fresco e floral, ideal para acompanhar pratos condimentados (ex. culinária thai, indiana ou chinesa), peixes e saladas e para ser apreciada nos mais diversos momentos. Estilo: lager (baixa fermentação) – 4,7% teor alcoólico. Cor: dourada brilhante.  Aroma: floral e fresco Paladar: encorpado, bem balanceado, com boa presença de lúpulo e toques vegetais.

Considerações da Confraria:

Nossa escolhida da noite, esta cerveja teve opiniões bem consistentes, exceto por um confrade que informou que beberia novamente mas não compraria. Procuramos identificar as qualidades ressaltadas nos textos encontrados sobre a cerveja e a maioria destas qualidades foram percebidas, como sabor balanceado, corpo, presença do lúpulo etc. O confrade Renato Maldonado notou um sabor metálico, que segundo ele foi percebido como “sangue”. Apesar das cervejas degustadas terem ficado em repouso por mais de uma semana, isto pode ser devido a alguma oxidação por alguma falha como vedação ou micro trinca no gargalo da cerveja, porém outros confrades tomaram da mesma amostra (garrafa) e não notaram o sabor metálico. Pior avaliação foi feita pelo Renato Maldonado, com 6 pontos (Muito Bom) e a melhor avaliação foi a minha e a do Ricardo Valência, com 8,6 pontos (Excelente).

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,4
Aparência: 7,4
Sabor: 6,9
Sensação na boca: 7,8
Impressão Geral: 7,8
Média Geral: 7,3

Ficha de Avaliação

Praga

Características:praga

Cervejaria: Budejovicky Mestansky Pivovar
País: República Tcheca
Estilo: Bohemian Pilsener (2B)
ABV: 4,7%
Temperatura de consumo: 5 – 7 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Recém chegada ao mercado brasileiro, a cerveja Pilsen Checa Praga é 100% puro malte e natural (segue a Lei de Pureza). Possui 4,7% de teor alcoólico. É uma cerveja rica em lúpulo de Saaz, é uma cerveja clara clássica, com aroma fresco maltado e lupulado e moderado amargor. Refrescante, leve, fácil de beber, ideal para acompanhar desde pratos leves como sushis, frutos do mar, queijos frescos e saladas, até pratos mais picantes e condimentados.

Considerações da Confraria:

Cerveja de aroma bem marcante, com uma coloração amarelo dourado bem límpida e amargor moderado. As opiniões foram bastante diversas sendo que dois confrades informaram que não beberiam esta cerveja novamente, três compraria a cerveja para consumo, dois informaram que beberiam novamente mas não comprariam e um ficou indefinido. Pior avaliação foi feita pelo Marco Jordan, com 3,6 pontos (Regular) e a melhor avaliação foi a do Marcelo Sperandin, com 9 pontos (Excepcional).

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,5
Aparência: 5,9
Sabor: 5,2
Sensação na boca: 7,8
Impressão Geral: 6,3
Média Geral: 6,8

Ficha de Avaliação

Warsteiner Premium Verum

Características:warsteiner

Cervejaria: Warsteiner Brauerei
País: Alemanha
Estilo: German Pilsener (2A)
ABV: 4,8%
Temperatura de consumo: 0 – 4 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Cerveja tipo pilsen, de baixa fermentação e alta concentração de lúpulo. Aspecto brilhante, transparente, com finas borbulhas e espuma branca e encorpada. Agradável aroma de malte, combinado com suave amargor do lúpulo. Sabor amargo, suntuosa consistência e presença marcante de malte. Fabricada exclusivamente a base de cevada, lúpulo, levedura e água, – conforme a Lei Alemã de Pureza, de 1516. Teor alcoólico de 4,8%.

Considerações da Confraria:

Cerveja de aroma bem característico, de cor amarelo ouro bem límpida e amargor suave. Quase todos os confrades informaram que comprariam esta cerveja para consumo, exceto um. Pior avaliação foi feita pelo Marco Jordan, com 4,2 pontos (Bom) e a melhor avaliação foi a do Alessandro Montoya, com 8,2 pontos (Excelente).

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,0
Aparência: 7,8
Sabor: 6,8
Sensação na boca: 7,4
Impressão Geral: 7,4
Média Geral: 7,1

Ficha de Avaliação

Hofbräu Original

Características:hb-original

Cervejaria: Hofbräuhaus München
País: Alemanha
Estilo: Munich Helles (1D)
ABV: 5,1%
Temperatura de consumo: 5 – 7 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Com personalidade, refrescante, levemente amarga e picante, a Hofbräu Original traz em si a verdadeira atmosfera de Munique, a capital da cerveja. É uma cerveja de baixa fermentação, do tipo Lager, também conhecida como “Light Münchner Bier”. Produzida de acordo com a Lei de Pureza de 1516, não contém qualquer tipo de aditivos químicos, corantes, conservadores ou cereais não maltados, como o milho e o arroz. Uma típica Lager, ideal para harmonizar com a culinária alemã, peixes, frutos do mar e saladas.

Considerações da Confraria:

Cerveja de aroma bem refrescante, límpida e de sabor muito bom com um residual amargo mas de sensação suave na boca. Todos os confrades informaram que comprariam esta cerveja para consumo. Pior avaliação foi feita pelo Renato Maldonado, com 5,4 pontos (Bom) e a melhor avaliação foi a do Marcelo Sperandim, com 9 pontos (Excepcional).

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 6,9
Aparência: 7,3
Sabor: 6,7
Sensação na boca: 7,8
Impressão Geral: 7,4
Média Geral: 7,0

Ficha de Avaliação

1500 Puro Malte

Características:1500

Cervejaria: Casa di Conti
Município / Estado: Cândido Mota / SP
Estilo: Premium American Lager (1C)
ABV: 4,7%
Temperatura de consumo: 0 – 4 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Produzida com 100% de malte de cevada, a 1500 Puro Malte é uma cerveja do tipo Pilsen, de cor clara, com espuma consistente, cremosa e duradoura. Ela traz consigo um aroma maltado, um sabor marcante e refrescante, proveniente de tipos de lúpulos aromáticos importados da região de Hallertau, na Alemanha. Com um rótulo muito atraente, a 1500 Puro Malte chama atenção entre as outras por sua embalagem conceitual que a define como um tesouro, além de ter uma margem de lucro maior para o PDV e um preço acessível perante as demais cervejas do segmento. Assim é a Cerveja 1500, a Sua Puro Malte.

Considerações da Confraria:

Cerveja atende ao estilo porém sem nenhum destaque especial que mereça comentários. De todos os confrades apenas um informou que compraria esta cerveja para consumo. Os demais informaram que tomariam a cerveja novamente, mas não comprariam para consumo. Pior avaliação foi feita pelo Marco Jordan, com 2,8 pontos (Regular) e a melhor avaliação foi a do Gustavo Samogim, com 6,6 pontos (Muito Bom).

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 4,3
Aparência: 6,5
Sabor: 4,3
Sensação na boca: 5,3
Impressão Geral: 4,9
Média Geral: 4,7

Ficha de Avaliação

Cervejas Chilenas – Parte 1

Kunstmann Torobayo

Torobayo 2

Queridos amigos, estive no Chile a trabalho na semana passada para uma Conferência, onde obviamente aproveitei o tempo para conhecer o que há de melhor em termos culinários. Como não sou e não conheço vinhos, aproveitei para conhecer as cervejas artesanais produzidas no país. O Chile possui uma grande influência Alemã, pois em 1848 o governo Chileno patrocionou a imigração de alemães para a colonização das regiões setentrionais do país. Esses alemães (e suíços e austríacos) foram atraídos pela composição natural das províncias do Valdivia, Osorno e Llanquihue e foram colocados em terras dadas pelo governo chileno para povoar a região. O motivo principal foi devido ao sul do Chile ser praticamente desabitado, e nesta região a influência desta imigração alemã é muito forte.

Histórias à parte, decidi começar minhas degustações para cerveja Kunstmann, que é produzida na cidade de Valdívia pela cervejaria de mesmo nome. Logo quando chegamos fomos ao shopping Costanera para almoçar e perguntei a sugestão do garçom. Este imediatamente sugeriu a Kunstmann Torobayo.

Torobayo 3Esta cerveja é uma Ale muito agradável. Apresenta um aroma bem refinados de lúpulo e frutas secas e uma coloração âmbar proveniente dos maltes utilizados (claros e caramelo). No paladar apresenta corpo moderado e equilibrado e um leve dulçor. Este estilo de cerveja já esteve em alta no passado, na época Vitoriana, em toda a Europa e Índia e hoje volta a fazer sucesso.

Esta é uma cerveja que harmoniza muito bem com o tradicional salmão defumado chileno, massas, presuntos e carne branca.

Características:

ABV: 5%
Estilo: 17 – American Pale Ale
Temperatura de Consumo: 5ºC a 7ºC
Copo recomendado: Tulipa

 

Kunstmann Bock

Bock 1Esta cerveja é uma Bock de sabor caramelado e tostado. Apresenta um aroma de café tostado e uma coloração escura resultante da alta concentração do mosto. No paladar apresenta um excelente corpo  e amargor bem definido.

Bock 2Esta é uma cerveja que harmoniza muito bem com o carnes vermelhas e de caça, embutidos e pratos com carne crua.

 

 

Características:

ABV: 5%
Estilo: 40 – Traditional Bock
Temperatura de Consumo: 8ºC a 12ºC
Copo recomendado: Caldereta

Continua…