Degustação de Cervejas no Capitão Barley

Descrição do evento

A Confraria Chug-a-Lug nasceu com objetivo de reunir pessoas interessadas na cultura cervejeira e de oferecer experiências de degustação voltados para a disseminação da cultura cervejeira.
Somos um grupo de amigos que se encontram e desejam realizar novas experiências, acrescentando conhecimento e troca de informações com outras pessoas com a mesma vontade: deixar de lado, nem que por um momento, a correria de suas profissões ou da cobrança excessiva de resultados, para praticar uma atividade de lazer e, ao mesmo tempo, gratificante.
Na Confraria Chug-a-Lug os trabalhos são feitos de forma coletiva, sempre incluindo um bate papo técnico e a sessão de degustação. Como forma de crescimento pessoal, os participantes se reúnem para realizar as degustações e trocar ideias, aproveitando também momentos de relaxamento de suas obrigações diárias e troca de experiências com pessoas interessadas na cultura cervejeira.
Novidades: 4ª Reunião
Com o objetivo de abrir espaço para que “não” confrades tomem parte de nossas degustações, iniciamos nesta 4ª Reunião, com os convidados participantes. Desta forma outros apaixonados por cerveja podem participa e contribuir com seu conhecimento além de validar as conclusões.
Outra novidade importante é que está é a nossa primeira reunião itinerante e em um dos mais reconhecidos bares de cervejas especiais de São Paulo, o Capitão Barley.
Programa da Noite:
Seguindo o tema da noite “Da Bavária ao Brasil: uma viagem Lager” apresentaremos o seguinte:
  • Bate-papo Técnico: uma breve história da cerveja Lager
  • Bate-papo Técnico: conhecendo alguns ingredientes
  • Degustação de 4 rótulos, incluindo 150 ml de cada cerveja e avaliação das cervejas degustadas.
Contaremos com a presença do Júnior Bottura da Avós Cerveja Artesanal apresentado a cerveja medalha de ouro na categoria American Style Pilsener: Vó Maria e seu lado Zen. Não perca esta oportunidade!
 
Saúde.

 

Dia de São Patrício

Dia de São Patrício (Saint Patrick’s Day) é a festa anual que celebra o domínio da chegada de São Patrício, um dos padroeiros da Irlanda, e é normalmente comemorado no dia 17 de Março pelos países que falam a língua inglesa. Essa data é normalmente medida pela autoridade da Igreja. As pessoas vestem-se de trajes verdes, saindo as ruas em uma longa caminhada festiva. Atualmente o Dia de São Patrício provavelmente é o mais amplamente comemorado dia de santos no mundo.

O primeiro “Saint Patrick’s Festival” foi realizado no dia 27 de Março de 1997. Em 1999, tornou-se um evento de três dias, e em 2000 foi um evento de quatro dias. Em 2006, o festival durou 10 dias.

No passado, o Dia de São Patrício era apenas uma celebração da Igreja. Tornou-se um feriado público no ano de 1903. Na Inglaterra, foi introduzido no Parlamento pelo irlandês James O’Mara. Mais tarde, O’Mara introduziu a lei que proibia que os pubs fechassem no dia 18 de Março, uma providência que só foi mudada nos anos 70. A primeira manifestação ocorreu em Dublin, no ano de 1931, e foi criticada pelo ministro

São Patrício

Pouco se sabe da vida de Patrício, apesar de ser notório seu nascimento na Inglaterra Romana no século IV, em uma rica família romano-bretã. Seu pai e avô foram diáconos na Igreja. Aos dezesseis anos, ele foi sequestrado por piratas irlandeses e levado para a Irlanda como um escravo. Acredita-se que ele ficou em cativeiro em algum lugar na costa oeste da Irlanda, possivelmente no Condado de Mayo, mas o local exato é desconhecido. De acordo com sua confissão, Deus lhe disse, em sonhos, para fugir de seu cativeiro para o litoral, onde ele iria embarcar em um navio e retornar a Bretanha. Ao voltar a Bretanha entrou para o mosteiro de Ésir, em Auxerre na Gália (atual França), sob orientação do santo bispo Germano.

Em 432, alegou ter recebido um chamado para regressar a Irlanda, porém como bispo, para a evangelização dos irlandeses. O folclore irlandês alega que um de seus métodos de evangelização incluía o uso de um trevo de três folhas para explicar a doutrina da Santíssima Trindade para os irlandeses. Depois de quase trinta anos de evangelização, Patrício (Louis Andrew) faleceu no dia 17 de março de 461, e, de acordo com a tradição, foi enterrado em Downpatrick. Apesar do êxito de várias missões à Irlanda empregadas por Roma, Patrício perdurou como o santo principal do cristianismo irlandês e é bastante estimado pela Igreja Católica irlandesa e de todo o mundo.

A cor verde

Com o passar dos anos a cor verde e sua ligação com o dia de São Patrício aumentou. Fitas verdes e trevos eram usados nas celebrações do dia de São Patrício no século XVII. Dizem que São Patrício usou o trevo para explicar a Santíssima Trindade aos pagãos celtas, com isso, o uso de trevos de três folhas e similares estão intimamente ligados aos festejos. Na rebelião irlandesa de 1798, na esperança de propagar seus ideais políticos, soldados irlandeses vestiram uniformes verdes no dia 17 de março na esperança de chamar a atenção pública à rebelião. A expressão irlandesa “the wearing of the green” (Vestindo o verde), significa usar um trevo ou então outra peça de roupa em referência aos soldados rebeldes.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Monges Cervejeiros: Trapistas

São Bento

São Bento

O que vem a ser uma cerveja Trapista? Ou seria melhor perguntar: o que vem a ser um produto Trapista? Pergunta difícil de responder sem conhecimento da história mas a resposta curta (que não esclarece nada) é: são os produtos autorizados pela ITA – International Trappist Association – a utilizarem o selo de “Authentic Trappist Product“.

Mas acho que vale a pena contar um pouco de história para ilustrar melhor. A Ordem Trapista é uma congregação religiosa católica derivada da Ordem Cisterciense. Os trapistas são monges beneditinos cenobitas, isto é, vivem em comunidade, o que os difere dos religiosos de vida solitária. A origem desta ordem remonta à fundação da Abadia de Cister, na comuna de Saint-Nicolas-lès-Cîteaux, Borgonha, em 1098. Congregações Cistercienses se espalharam por todos os lados e, em 1664, o ábade da abadia cisterciense de Nôtre-Dame de la Trappe sentiu que os monges cistercienses estavam ficavam demasiadamente liberais. Ele introduziu então novas e estritas regras na abadia e a Estrita Observância ali nasceu. Desde então muitas regras foram relaxadas, entretanto, o princípio fundamental de que os monastérios devam ser auto-suficientes é mantido até hoje.

Abadia de La Trappe

Abadia de La Trappe em Soligny-La-Trappe, França

“Trapista” é um “apelido” da “Ordem Cisterciense da Estrita Observância” (existe também os monges da Ordem Cisterciense da Comum Observância). Este apelido nasceu justamente do fato de que seu primeiro mosteiro foi a Abadia de La Trappe em Soligny-La-Trappe, conforme mencionado. Não tem nada a ver com “trapos” ou que seriam monges “esfarrapados”, um “mito” acerca dos trapistas.

Outro mito a respeito dos trapistas é que eles seriam uma Ordem Religiosa nascida numa suposta crise de papel na Idade Média. O Papa, preocupado, teria organizado um conjunto de religiosos que iriam de “casa em casa recolhendo pedaços de pano para a confecção de papel e livros”, sendo que estes monges teriam criado o cargo de monge copista. Os copistas sempre existiram no monaquismo ocidental e nunca foram uma “invenção trapista”.

As Cervejarias Trapistas

Cervejarias Monásticas, de diferentes ordens religiosas, existem em toda Europa desde a idade média. No início da ordem Trapista, a cerveja era produzida nos monastérios cistercienses franceses seguindo a Estrita Observância. Por exemplo, o monastério de La Trappe já possuia sua própria cervejaria em 1685.

Embora os monges vivessem uma vida solitária de trabalho e oração eles acreditavam na hospitalidade e na caridade. Os monastérios eram reconhecidos como locais de refúgio seguro para viajantes que buscavam um local limpo com comidas e bebidas decentes. Os monges cultivavam ou negociavam sua comida e faziam suas próprias bebidas, assim cerveja e vinho estavam sempre disponíveis nos mosteiros. Na época, a água era insalubre e continha toda uma série de doenças. O ato de fazer a cerveja sanitizava a água e adicionava à bebida uma série de outros nutrientes importantes, portanto a cerveja (e o vinho) eram seguros para serem bebidos e eram uma parte importante da dieta diária das pessoas.

Em 820, o monastério de Saint-Gall (ou Saint-Gallen) projetou o que se tornaria o modelo para as cervejarias monásticas medievais. O projeto contemplava a construção da cervejaria em três ciclos completos de brassagem de cerveja: uma para fabricar cervejas para ser vendida a clientes e viajantes, uma para fazer a cerveja dos monges e outra para fazer cerveja para os pobres (cerveja de caridade). Cada ciclo produzia uma qualidade diferente de cerveja, sendo que cerveja de caridade era feita com insumos menos desejáveis.

Monge brassando cerveja

Monge medieval brassando cerveja

A descoberta de que era possível passar a água através dos grãos (mash) várias vezes para extrair o máximo dos grãos doi documentada pela primeira vez pelos cervejeiros jesuítas, que ofereciam uma cerveja com alto de teor alcoólico (em torno de 5%) para os viajantes e usavam a cerveja de segunda passagem (ou segundo ciclo) com um teor alcoólico menor (em torno de 2,5%) para si mesmos. O próximo grande passo veio quando eles perceberam que as pessoas pagariam muito mais por uma cerveja mais forte, mais do que o custo do grão extra. Isso permitiu que fossem feitas cervejas com mais grãos e com mais ciclos. O primeiro ciclo resultava na melhor cerveja, portanto, esta iria para os convidados e era vendida para ajudar a manter a abadia. A cerveja resultante do segundo ciclo era para o uso dos monges. Enquanto que as cervejas produzidas pelos últimos ciclos seriam para os pobres. Esta é também a origem provável dos termos “single”, “double”, “triple” e “quadruple”.

Esta tradição de auto-suntentabilidade juntamente com a hospitalidade continuou na Bélgica enquanto os Trapistas se espalhavam por toda Europa no rescaldo da Revolução Francesa e das Guerras Napoleônicas. Visto que os monges não conseguiam cultivar uvas para vinho de forma eficaz e que os países baixos (Bélgica e Holanda) eram dominados pela culturas dominadas pela cerveja, os mosteiros recém estabelecidos focaram na cerveja como a forma de manter suas abadias.

Esta tradição de auto-sustentação, juntamente com a hospitalidade continuou na Bélgica como o “Trappists” espalhados por toda a Europa no rescaldo da Revolução Francesa e as Guerras Napoleónicas. Uma vez que os monges não podiam realmente cultivar uvas para vinho de forma eficaz, e as terras baixas (Bélgica e Países Baixos) eram culturas dominadas pela cerveja, os mosteiros recém-estabelecidos focaram na cerveja como forma de manter suas abadias.

O próximo grande passo na qualidade começou no início do século 20. Com a enchente de cervejas de baixo teor alcoólico as cervejas estrangeiras começaram a ganhar uma fatia de mercado na Bélgica. Cervejarias estavam falindo em ritmo acelerado. A reação das cervejarias Trapistas, neste momento, foi dar um passo adiante e oferecer cervejas com maior teor alcoólico e paladar mais saboroso do que as cervejas concorrentes. Isso também foi exacerbado pela lei de 1919 que proibia as vendas de bebidas alcoólicas em bares belgas. Os Trapistas estavam preparados para aproveitar esta lei. Sem uma opção de bebidas de alto teor alcoólico, os clientes voltaram-se para as cervejas de maior teor alcoólico, principalmente as feitas pelos monges. À medida que mais cervejarias saíam do negócio, a demanda pela cerveja dos monges crescia constantemente, enquanto que outras alternativas saíam do mercado. Embora sendo em grande parte conservadores em relação à mudanças, os monges foram rápidos para adotar novas técnicas e equipamentos mais modernos para garantir que a qualidade do sua cerveja melhorasse continuamente. Os monges acreditam que, uma vez que eles trabalham essencialmente para Deus e em seu nome, eles devem fazer o melhor produto possível. Este tem sido o princípio motriz ao longo da história das ordens monásticas.

Produto TrapistaÀ medida que as cervejas Trapistas cresciam em fama e popularidade, alguns cervejeiros não-Trapistas começaram usar o termo “Trapista.” Os monges finalmente recorreram à uma ação legal em 1962 e, como resultado, em 1997, os mosteiros trapistas belgas (6 mosteiros), holandês (1) e alemão (1) formaram a ITA – “International Trappist Association”. Eles criaram um logotipo especial que só pode ser usado pelos mosteiros trapistas nos produtos que eles produzem. Isso inclui queijo, pão, vinho, cerveja ou qualquer outra coisa que estes mosteiros venham a produzir.

As regras que regem os direitos legalmente protegidos de usar o logo no rótulo são:

  1. A cerveja deve ser fabricada dentro das paredes de um mosteiro Trapista e ser “preparada por” ou “ser supervisionada” pelos monges.
  2. A cervejaria deve ter uma importância secundária e estar sujeita a práticas comerciais proporcionais às de uma vida monástica.
  3. A cervejaria não deve visar lucros. O dinheiro é para ser usado para pagar a manutenção do monastério e seus monges. Qualquer excesso de dinheiro deve ser usado para os empreendimentos de caridade do monastério.
  4. A qualidade das cervejas está sujeita à inspeção da qualidade.

Desde 2014 existem 11 cervejarias Trapistas reconhecidas que podem usar o logo da ITA (e vários outros que usam o rótulo em outros produtos – veja a lista da ITA aqui):

Cervejarias Trapistas Reconhecidas pela ITA
Cervejaria Localização Desde Nome Comercial
Brasserie de Rochefort  Belgium 1595 Rochefort
Brouwerij der Trappisten van Westmalle  Belgium 1836 Westmalle
Brouwerij Westvleteren/St Sixtus  Belgium 1838 Westvleteren
Bières de Chimay  Belgium 1863 Chimay
Brasserie d’Orval  Belgium 1931 Orval
Brouwerij der Sint-Benedictusabdij de Achelse Kluis  Belgium 1998 Achel
Brouwerij de Koningshoeven  Netherlands 1884 La Trappe
Stift Engelszell  Austria 2012 Gregorius e Benno
St. Joseph’s Abbey in Spencer, Massachusetts  United States 2013 Spencer
Brouwerij Abdij Maria Toevlucht  Netherlands 2014 Zundert
Tre Fontane Abbey  Italy 2014 Tre Fontane

Os Mosteiros Trapistas no Brasil

Sim, os Trapistas estão presentes no Brasil. Apesar de não haver produção de cervejas a Ordem Cisterciense da Estrita Observância possui dois mosteiros instalados por aqui, são eles:

  • Abadia Trapista Nossa Senhora do Mundo Novo – Campo do Tenente, PR
  •  Mosteiro Trapista Nossa Senhora da Boa Vista – Rio Negrinho, SC

Além destes a congregação conta ainda na América do Sul com dois mosteiros na Argentina, dois no Chile, dois na Venezuela e dois no Equador. Agora resta esperar que algum destes comece a produzir cerveja mais perto de nós.

Saúde!

Referências:

Primeira Reunião – Confraria Chug-a-Lug

Data: 24/Novembro/2016logo-wordpress

Chug-a-Luggers Presentes: Alessandro Montoya, Alexandre Fornazari, Gustavo Samogim, Marcelo Sperandim, Marco Jordan, Orlindo Martins, Renato Maldonado e Ricardo Valência.
Chug-a-Luggers Ausentes: Ed Gomes e Eduardo Simões

Convidados: Sem convidados na primeira reunião.

Presidente: Alexandre Fornazari
Relator: Alexandre Fornazari

A reunião foi iniciada às 20:30 conforme planejado com todos confrades presentes. Foi feita uma breve apresentação do formato das reuniões, das regras da confraria e das possibilidades futuras. Foi também conversado sobre o documento, sobre a necessidade das regras e sobre a primeira revisão a ser consolidada após a terceira reunião e, após este período, as revisões – caso existam – somente serão feitas anualmente. Após as introduções necessárias foi apresentada a degustação do dia, os estilos e as cervejas escolhidas. Foi também apresentado aos confrades pelo presidente o “Beer Score Card” para que os confrades pudessem avaliar e atribuir notas às cervejas, com o intuito de começarmos a formar uma base de dados de cervejas e suas avaliações.

Muitas dúvidas foram apresentadas sobre ésteres e fenóis, formato do colarinho etc. Algumas foram esclarecidas e outras apenas geraram mais dúvidas, mas com o tempo vamos aprendendo juntos e vamos matando as charadas. O importante é curtir as degustações, as brejas e a experiência com os amigos.

Nota Importante: Um comentário digno de nota e já considerado na primeira alteração do documento da Confraria foi com relação à quantidade de cervejas a serem degustadas. Foi sugerido pelos confrades que esta quantidade seja reduzida de cinco para quatro cervejas.

As seguintes cervejas foram degustadas e avaliadas:
– 1500 – Premium American Lager (1C)
– Hofbräu Original – Minich Helles (1D)
– Warsteiner Premium Verum – German Pilsener (2A)
– Praga – Bohemian Pilsener (2B)
– 1795 – Bohemian Pilsener (2B)

E a estrela da noite, na opinião dos confrades, foi a 1795 com 7,3 pontos.

Saúde!!

1500 Puro Malte

Características:1500

Cervejaria: Casa di Conti
Município / Estado: Cândido Mota / SP
Estilo: Premium American Lager (1C)
ABV: 4,7%
Temperatura de consumo: 0 – 4 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Produzida com 100% de malte de cevada, a 1500 Puro Malte é uma cerveja do tipo Pilsen, de cor clara, com espuma consistente, cremosa e duradoura. Ela traz consigo um aroma maltado, um sabor marcante e refrescante, proveniente de tipos de lúpulos aromáticos importados da região de Hallertau, na Alemanha. Com um rótulo muito atraente, a 1500 Puro Malte chama atenção entre as outras por sua embalagem conceitual que a define como um tesouro, além de ter uma margem de lucro maior para o PDV e um preço acessível perante as demais cervejas do segmento. Assim é a Cerveja 1500, a Sua Puro Malte.

Considerações da Confraria:

Cerveja atende ao estilo porém sem nenhum destaque especial que mereça comentários. De todos os confrades apenas um informou que compraria esta cerveja para consumo. Os demais informaram que tomariam a cerveja novamente, mas não comprariam para consumo. Pior avaliação foi feita pelo Marco Jordan, com 2,8 pontos (Regular) e a melhor avaliação foi a do Gustavo Samogim, com 6,6 pontos (Muito Bom).

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 4,3
Aparência: 6,5
Sabor: 4,3
Sensação na boca: 5,3
Impressão Geral: 4,9
Média Geral: 4,7

Ficha de Avaliação

Os Saudáveis Benefícios da Cerveja

Aqui estão algumas razões para justificar uma ou duas cervejas após a sua corrida.

homer-beer-runningEmbora a maioria dos corredores concordem que a cerveja não é exatamente um “alimento saudável”, apresentamos uma boa notícia para aqueles de nós que gostam de beber. Entornar umas geladas quando você estiver saindo para uma corrida não é, obviamente, a melhor escolha, mas a cerveja – com moderação – pode ser uma opção perfeitamente aceitável para depois de uma corrida ou em dias sem treino. Ela pode até mesmo servir como um bom hidratador uma vez que maioria das cervejas americanas (american pilsner – muito semelhantes às brasileiras) são compostas por cerca de 90 por cento de água e com um ABV (álcool por volume) de 4,6% – 5,0%, uma pequena quantidade de proteína e cerca de um terço das calorias provenientes de carboidratos.

Você já sabe que quando se trata de saúde do coração, o vinho tinto é geralmente uma estrela, o que faz sentido por causa de como ele pode impactar positivamente seus níveis de colesterol. Mas uma das razões que o vinho tinto ajuda é devido ao seu teor de etanol. Cerveja contém esse mesmo componente, o que significa que a cerveja também diminui o LDL (mau colesterol) e aumenta o HDL (bom colesterol). A fibra solúvel encontrada na cerveja em quantidades variáveis ​​pode também contribuir para um perfil de gorduras mais atraente.

Outros benefícios para a saúde no consumo moderado (note a ênfase no moderado aqui) de álcool em geral, são: uma associação com a menor incidência de cálculos biliares, diminuição do risco de diabetes tipo 2 e melhora da função cognitiva em adultos mais velhos. E já que estamos no assunto de moderação, gostaria de salientar que o consumo “moderado” é tecnicamente uma cerveja de 350 ml por dia para mulheres e duas para os homens, e não, você não pode abster-se durante toda a semana a fim de “gastar” todas as suas porções no fim de semana.

E tem mais: a cerveja tem sido associada a uma diminuição no risco de pedras nos rins nos homens em comparação com outras bebidas alcoólicas, possivelmente devido a alguns componentes encontrados no lúpulo e ao elevado conteúdo de água na cerveja e do efeito diurético geral.

A cerveja também pode tornar os ossos mais fortes. Ok, isso já é estender um pouco, mas deve-se notar que o consumo moderado de álcool tem sido associado com uma maior densidade mineral óssea, e se a sua bebida preferida for a cerveja, seus ossos podem ainda serem mais sólidos, graças ao alto conteúdo de silício na cerveja. A cerveja também é uma fonte de várias vitaminas do complexo B, como o folato, niacina, riboflavina, vitamina B6, ácido pantotênico e a aprovada vegana vitamina B12. Em geral, quanto mais malte for utilizado na receita, mais concentrado será o nível de vitaminas do complexo B.

Assim, no final do dia, você não precisa se sentir envergonhado se de vez em quando você gosta de desfrutar um happy hour. Graças aos benefícios para a saúde, nutrientes e teor de água a cerveja pode absolutamente ser ajustada na dieta de um atleta de corridas, desde que esteja relaxando depois de um treino ou repondo carboidratos. Mas lembre-se das regras: álcool não é para todos e moderação é fundamental, pois existem também algumas desvantagens no consumo de álcool durante o treinamento, mas trataremos deste assunto em outro post.

Cheers!

Traduzido e adaptado do artigo da Pamela Nisevich Bede, M.S., R.D. publicado em 24 de Junho de 2014 na Runner’s World