6ª Reunião – Confraria Chug-a-Lug

Data: 06/Julho/2017

Chug-a-luggers Presentes: Alexandre Fornazari, Alessandro Montoya, Gustavo Samogim, João Ferreira e Marco Jordan.
Chug-a-luggers Ausentes: Ed Gomes, Rodrigo Menossi, Marcelo Sperandim, Orlindo Martins e Renato Maldonado.

Presidente: Renato Maldonado substituído por Alexandre Fornazari

A reunião foi iniciada às 20:30 devido ao atraso dos confrades que estiveram presentes. Iniciamos com o Bate-papo Técnico conduzido por Alexandre Fornazari onde foi feita uma apresentação sobre lúpulos. Foi explicado sobre a função destes elementos na cerveja, sua interferência no amargor, aroma e sabor da cerveja. Foi explicado também a diferença entre os tipos de lúpulos bem como seus efeitos secundários – porém não menos importantes – na cerveja.

A degustação foi iniciada logo após o bate-papo e o Presidente da Reunião, Alexandre Fornazari, perguntou aos presentes se algum deles teria interesse em presidir a sétima reunião. Como ninguém se voluntariou o Alexandre presidirá também a próxima reunião. A data da próxima reunião ficou definida para dia 17/08/2017.

Na sequência foi justificado a escolha de aprofundar no universo Lager, para que todos possam ter uma compreensão melhor dos estilos desta família. O estilo escolhido para esta degustação foi o estilo Bock. Foi informado aos presentes que a escolha foi feita pelo confrade que presidiria a reunião, que infelizmente, por motivos de força maior, não pode estar presente. Uma breve história a respeito do estilo foi contada e foram selecionadas quatro cervejas Bock e todas foram degustadas, avaliadas, comentadas e debatidas entre os confrades.

Na sexta reunião, as seguintes cervejas foram degustadas e avaliadas:

A avaliação dos confrades mostrou que as cervejas apresentaram alto grau de aceitação e avaliação. A grande estrela da noite, na opinião dos confrades, foi a Tupiniquim Bock.

Nossa próxima reunião da confraria será dia 17/08/2017 e nosso próximo presidente será o Alexandre Fornazari.

Saúde e até lá!

Hausen Bock

Características:

Cervejaria: Hausen Bier
País: Brasil
Estilo: Traditional Bock (5B)
ABV: 6,0%
Temperatura de consumo: 8 – 12 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

A Hausen Bock é uma cerveja de baixa fermentação, de alto teor alcoólico, encorpada de cor avermelhada. Possui amargor suficiente para suportar a força dos maltes com final equilibrado. Os maltes especiais tostados remetem a biscoito, pão e caramelo.

Considerações da Confraria:

A cerveja Hausen Bock foi nossa primeira avaliada da noite. Aroma de malte acentuado com baixo lúpulo e muito equilibrada. Na aparêcia a coloração cobre avermelhado e colarinho bege chamou bastante atenção. A cerveja é bem transparente e apresenta boa formação de espuma com média retenção. Sabor equilibrado de malte e baixo amargor, remete a malte e caramelo. Todos nossos confrades informaram que comprariam esta cerveja para consumo.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é muito bem desenvolvido. Tem um visual bem tradicional e é utilizado o jogo de cores para distinção de estilos, o que facilita a diferenciação dos produtos. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e possui um texto de apresentação da cervejaria e da cerveja, hamonização, copo ideal, temperatura de consumo, premiações e os demais textos obrigatórios por lei. Importante ressaltar que o rótulo informa ainda que o produto não deve ser ingerido por menores de 18 anos de idade.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo tradicional bem elaborado, com temas que remetem ao estilo tradicionalista da cervejaria. Em nosso ponto de vista faltou apenas informar o índice de amargor da cerveja.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,2
Aparência: 8,4
Sabor: 8,1
Sensação na boca: 8,8
Impressão Geral: 8,4
Média Geral: 8,1

Ficha de Avaliação

Baden Baden Bock

Características:

Cervejaria: Baden Baden (Schincariol)
País: Brasil
Estilo: Traditional Bock (5B)
ABV: 6,0%
Temperatura de consumo: 5 – 7 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Coloração castanha, com um toque adocicado ao paladar e aroma levemente tostado: Baden Baden Bock é uma cerveja Lager encorpada. Originária da cidade de Einbeck, norte da Alemanha, a cerveja tipo Bock era produzida nos monastérios especialmente para festas religiosas.

Considerações da Confraria:

A cerveja Baden Baden Bock foi nossa segunda avaliada da noite. Aroma com traços marcantes de malte torrado e notas de chocolate amargo, caramelo e café. Na aparêcia a coloração marrom avermelhado e colarinho bege bem típico do estilo. A cerveja é bem transparente e apresenta média formação de espuma com boa retenção. Sabor equilibrado, com média carbonataçãoe bem equilibrada. Alguns de nossos confrades informaram que comprariam esta cerveja para consumo e outros que não comprariam, porém beberiam novamente.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é muito bem desenvolvido. Tem um visual bem tradicional, com uma imagem já enraizada dos pinheiros de Campos do Jordão e é utilizado o jogo de cores para distinção de estilos, o que facilita a diferenciação dos produtos. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e possui um texto de apresentação da história da cerveja, hamonização, copo ideal, temperatura de consumo e os demais textos obrigatórios por lei. Importante ressaltar que o rótulo informa ainda que o produto não deve ser ingerido por menores de 18 anos de idade e que contém glúten.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo tradicional bem elaborado, com temas que remetem ao estilo tradicionalista da cervejaria. Em nosso ponto de vista faltou apenas informar o índice de amargor da cerveja.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,2
Aparência: 8,4
Sabor: 8,1
Sensação na boca: 8,8
Impressão Geral: 8,4
Média Geral: 8,1

Ficha de Avaliação

5ª Reunião – Confraria Chug-a-Lug

Data: 01/Junho/2017

Chug-a-luggers Presentes: Alexandre Fornazari, Alessandro Montoya, Gustavo Samogim, João Ferreira, Marcelo Sperandim, Orlindo Martins e Renato Maldonado.
Chug-a-luggers Ausentes: Marco Jordan, Ed Gomes e Rodrigo Menossi.

Presidente: Alexandre Fornazari

A reunião foi iniciada às 20:00, como de costume, com o Bate-papo Técnico conduzido por Alexandre Fornazari. Nesta edição foi feita uma apresentação sobre os cereias fermentáveis. Foi explicado sobre a função destes elementos na cerveja, sua interferência na cor e no sabor da cerveja. Foi explicado também a diferença entre cerais maltados e não-maltados onde foi passado uma lista dos principais cereais maltados, cereais não maltados além de outros produtos fermentáveis. Finalmente foi discutido brevemente outras aplicações envolvendo fermentação.

A degustação foi iniciada logo após o bate-papo e o Presidente da Reunião, Alexandre Fornazari, apresentou formalmente o novo confrade, João Ferreira, e pediu que ele contasse um pouco sobre suas experiências anteriores com cervejas. Na sequência foi repassado novamente as regras da confraria, as funções do presidente, foram tratados alguns assuntos internos e as foram tomadas as definições da próxima reunião. Foi informado também que, devido ao sucesso da degustação no Capitão Barley e aos planos para repetir as degustações com público presente, não haverá mais convidados nas reuniões internas.

O presidente informou que, para dar sequência aos trabalhos ele poderia presidir também a próxima reunião, caso ninguém se voluntariasse para a função. Entretando o confrade Renato Maldonado se voluntariou e foi aceito pelos demais presentes. A data da próxima reunião ficou definida para dia 06/07/2017.

Na sequência foi justificado a escolha de aprofundar no universo Lager, para que todos possam ter uma compreensão melhor dos estilos desta família. O estilo escolhido para esta degustação foi o estilo Vienna Lager. Foi também explicado que a primeira cerveja não atendia o estilo, porém foram selecionadas três cervejas Vienna Lager e todas foram degustadas, avaliadas, comentadas e debatidas entre os confrades e convidados.

Na quinta reunião, as seguintes cervejas foram degustadas e avaliadas:

  • Burgman Casanova – Specialty Beer
  • Da Mata Vienna Lager (7A)
  • Bierbaum Vienna (7A)
  • Hausen Vienna Lager (7A)

A avaliação dos confrades mostrou que as cervejas Vienna Lager apresentaram alto grau de aceitação e avaliação. Com uma vantagem a grande vencedora da noite, na opinião dos confrades, foi a Hausen Vienna Lager, seguida de muito perto da Bierbaum Vienna.

Nossa próxima reunião da confraria será dia 06/07/2017 e nosso próximo presidente será o Renato Maldonado.

Saúde e até lá!

Burgman Casanova

Características:

Cervejaria: Cervejaria Burgman
País: Brasil
Estilo: Specialty Beer
ABV: 5,2%
Temperatura de consumo: 5 – 7 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Uma Pale Lager, comUma Pale Lager, com uma receita especial de malte Pilsen e Viena, este que lhe confere leve adocicado e uma cor amarelo-dourada. A receita também conta com o dobro de lúpulo da lager tradicional graças a adição das variedades alemãs Magnum e Hersbrucker contribuindo para um amargor limpo, leve e refrescante. Além disso, essa cerveja passa pelo processo de dry-hopping (adição de lúpulo na cerveja maturada) do lúpulo Motueka, originário da Nova Zelândia que fornece aromas cítricos e herbais à cerveja, deixando-a ainda mais saborosa e extremamente aromática.

Considerações da Confraria:

A cerveja Burgman Casanova foi nossa primeira avaliada da noite, o motivo da presença da mesma é por ter apresentado, pelo menos nas descrições do marketing da Burgman, características aparentemente semelhantes à Vó Maria e seu Lado Zen. Aparências à parte a cerveja da Burgman não tem nada a ver com o destaque de nossa 1ª Degustação. A cerveja não possui aroma acentuado, frustando um pouco nossas expectativas devido ao “Dry-hopping”. É interessante porém leve e apresenta notas cítricas. Sua aparência é bastante turva, sugerindo o uso de uma levedura de baixa floculação. Corpo leve e boa formação de espuma com baixa retenção. Sabor com amargor moderadoporém refrescante. Corpo baixo porém foi possível notar uma certa adstringência no retro-gosto. Nossos confrades informaram, em sua maioria, que não comprariam esta cerveja porém beberiam novamente se lhe fosse oferecido enquanto que o confrade João informou que a compraria para consumo. A cerveja possui uma coloração considerada amarelo palha através do senso comum entre todos os confrades.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é bem moderno, com um visual atraente e o nome da cerveja é identificado facilmente. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e a diversificação dos novos rótulos ajuda a facilitar a identificação. Possui um texto de apresentação da cerveja, informação da temperatura ideal de consumo e os demais textos obrigatórios por lei. Contudo, para um rótulo que foi recentemente desenhado, deixa a desejar com a ausência de informações como: harmonização sugerida, o copo recomendado, nível de amargor. Importante ressaltar que o rótulo informa que o produto não deve ser ingerido por: quem está prestes a dirigir, quem é menor de 18 anos de idade e ainda informa que o produto contém glúten e cevada.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo de estilo moderno e bem projetado em uma garrafa tradicional com uma apresentação muito boa que chama a atenção ao olhar. Algumas informações estão presentes porém não são tão claras, rótulo com letras pequenas porém de fácil compreensão. Faltou informar o amargor (IBU) da cerveja, sugestão de harmonização e copo ideal.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 4,6
Aparência: 4,6
Sabor: 4,6
Sensação na boca: 5,1
Impressão Geral: 4,3
Média Geral: 4,6

Ficha de Avaliação

Da Mata Vienna Lager

Características:

Cervejaria: Cervejaria Da Mata
País: Brasil
Estilo: Vienna Lager (7A)
ABV: 4,9%
Temperatura de consumo: 5 – 7 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

Cor acobreada, tem aroma de malte e leve dulçor, com notas tostadas, e suave amargor de lúpulo. Leve, refrescante e de final seco. Conforme o autor da receita, Alfredo Ferreira, do Instituto da Cerveja Brasil: “Foi criada para preencher uma lacuna no mercado nacional. A Vienna Lager é um estilo pouco explorado por aqui, e com grande potencial de crescimento. Ela apresenta como principal característica um excelente equilíbrio entre notas de malte com suave tosta e lúpulos nobres no aroma e sabor”.

Considerações da Confraria:

A cerveja Da Mata Vienna Lager foi nossa segunda avaliada da noite. Aroma de malte levemente adocicado com baixo lúpulo. Na aparêcia a coloração cobre chamou bastante atenção apesar de levemente turva com boa formação de uma espuma bege característica e de baixa retenção. Sabor com amargor baixo, remete a malte e caramelo. Nossos confrades informaram, em sua maioria, que comprariam esta cerveja para consumo exceto o confrade Kim informou que não beberia a cerveja novamente.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Inglesa de 500 mL e seu rótulo é interessante. Tem um visual limpo com motivos tribais (acredito eu) e o nome da cerveja é identificado facilmente. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e a diversificação por cores ajuda a identificar facilmente o estilo. Possui um texto de apresentação da cerveja, um texto falando sobre equilíbrio e um QR Code com uma playlist do Spotify sugerida e os demais textos obrigatórios por lei. Contudo o rótulo deixa a desejar com a ausência de informações básicas como: temperatura ideal de consumo, harmonização sugerida, o copo recomendado e nível de amargor. Importante ressaltar que o rótulo informa que o produto não deve ser ingerido por: quem está prestes a dirigir e quem é menor de 18 anos de idade.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo de com tema tribal, limpo e bem desenhado em uma garrafa de boa apresentação que chama a atenção ao olhar. Apesar da graduação alcoólica estar informada, algumas informações básicas foram deixadas de lado. O responsável pelo design poderia ter priorizado informações que realmente são interessantes, como: amargor, harmonização, temperatura ideal de consumo, copo sugerido. O texto sobre equílibrio é completamente irrelevante e o QR Code para localizar a playlist no Spotify não funcionou por ser muito pequeno.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,1
Aparência: 7,7
Sabor: 7,2
Sensação na boca: 6,6
Impressão Geral: 6,9
Média Geral: 7,1

Ficha de Avaliação

Bierbaum Vienna Lager

Características:

Cervejaria: Cervejaria Bierbaum
País: Brasil
Estilo: Vienna Lager (7A)
ABV: 5,2%
Temperatura de consumo: 3 – 6 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

A cerveja 100% malte, de coloração avermelhada, de baixa fermentação e médio amargor do tipo Vienna Lager. A Bierbaum Vienna possui 05 tipos de malte, com aromas que remetem tons florais e cítricos provenientes dos dois tipos de lúpulo utilizados. Seu sabor apresenta boa presença de malte no início e leves notas adocicadas. Recebe uma generosa porção de lúpulo (Dry hopping), trazendo um agradável e persistente amargor.

Considerações da Confraria:

A nossa terceira cerveja da noite foi a Bierbaum Vienna Lager. Aroma de malte levemente adocicado com baixo lúpulo. Na aparêcia a limpidez e a coloração cobre chamou bastante atenção,  com boa formação de uma espuma bege característica e de média retenção. Sabor com dulçor médio e amargor baixo, remetendo a malte e caramelo. Nossos confrades ficaram bastante impressionados com esta cerveja e todos informaram que comprariam esta cerveja para consumo próprio.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é muito bem desenvolvido. Tem um visual clássico com uma imagem da prefeitura de Viena, Rathaus, em dourado logo acima do estilo da cerveja, que facilita sua identificação. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e a diversificação por cores ajuda a identificar facilmente o estilo. Possui um texto de apresentação da cervejaria e da cerveja, hamonização, copo ideal, temperatura de consumo, índice de amargor, premiações e os demais textos obrigatórios por lei. Importante ressaltar que o rótulo informa ainda que o produto não deve ser ingerido por menores de 18 anos de idade.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo de muito bom gosto, com temas que remetem ao estilo e à colonização da cidade de origem da cerveja, Treze Tílias, SC. A garrafa tradicional propicia boa apresentação e o conjunto chama a atenção. O responsável pelo design foi extremamente feliz com o desenho e foi um dos melhores rótulos já avaliados por esta confraria.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 8,0
Aparência: 8,6
Sabor: 7,7
Sensação na boca: 7,4
Impressão Geral: 7,7
Média Geral: 7,8

Ficha de Avaliação

Hausen Vienna Lager

Características:

Cervejaria: Cervejaria Hausen Bier
País: Brasil
Estilo: Vienna Lager (7A)
ABV: 5,0%
Temperatura de consumo: 7 – 10 ºC
Copo Utilizado: Lager

Descrição do Fabricante:

A Hausen Vienna é uma representante clássica do estilo originário da Áustria com destaque para os maltes tostados. É uma cerveja extra de baixa fermentação, coloração âmbar e médio teor alcoólico. O aroma e o sabor destacam os três tipos de maltes tostados utilizados que remetem a pão, biscoito e leve adocicado. Possui corpo médio e a-lug.com.br/wp-content/uploads/201margor suficiente para um final equilibrado.

Considerações da Confraria:

A nossa última cerveja da noite foi a mais bem pontuada da noite, a Hausen Vienna Lager. Aroma de malte levemente adocicado com baixo lúpulo. Cerveja bem transparente com uma coloração cobre muito bonita e  com boa formação de uma espuma de cor bege porém com baixa retenção. Sabor levemente adocicado, remetendo a malte e toffe e amargor leve e equilibrado. Esta cerveja apresentou um equilíbrio maior que as demais do mesmo estilo degustadas e foi a eleita da noite. Todos confrades gostaram muito e informaram que comprariam esta cerveja para consumo próprio.

Embalagem:

A embalagem da cerveja é a Garrafa Caçula de 600 mL e seu rótulo é muito bem desenvolvido. Tem um visual bem tradicional e é utilizado o jogo de cores para distinção de estilos, o que facilita a diferenciação dos produtos. A graduação alcoólica é apresentada no rótulo e possui um texto de apresentação da cervejaria e da cerveja, hamonização, copo ideal, temperatura de consumo, premiações e os demais textos obrigatórios por lei. Importante ressaltar que o rótulo informa ainda que o produto não deve ser ingerido por menores de 18 anos de idade.

Avaliação da Embalagem:

Rótulo tradicional bem elaborado, com temas que remetem ao estilo tradicionalista da cervejaria. Em nosso ponto de vista faltou apenas informar o índice de amargor da cerveja.

Avaliações de nossos degustadores:

Aroma: 7,6
Aparência: 8,0
Sabor: 8,0
Sensação na boca: 7,7
Impressão Geral: 7,9
Média Geral: 7,9

Ficha de Avaliação

Parte Final – Da Bavária ao Brasil: uma viagem Lager

Aqui estamos nós com a quarta e última parte desta história. Semana passada pudemos entender um pouco melhor os tempos sombrios que sondaram a indústria cervejeira do início do século 20. Vimos também como os fatos históricos contribuiram para o nascimento de gigantes, mas e no Brasil, o que rolou?

Controle de Portugal

Dois fatores contribuiram muito para o início tardio de produção de cervejas no Brasil. O primeiro fator foi o fechamento dos portos em toda costa brasileira para navios que não fossem portugueses. Esta proibição teve validade até 1808, fazendo com que novos produtos e tecnologias não chegassem ao Brasil. Outro fator que contribuiu para a chegada tardia da cerveja ao Brasil era que os portugueses temiam que a produção de cerveja impactasse o lucrativo negócio de importação de vinhos portugueses.

Somente em 1853 é que o colono alemão Henrique Kremer produziu a primeira cerveja em território tupiniquim. A cerveja de Kremer é a Bohêmia, que existe até hoje e atualmente pertence à gigante ABInbev.

Mas foi com a proclamação da república em 1889 que as primeira indústrias emergiram no Brasil. As cervejas brasileiras daquela época possuiam um alto grau de fermentação e produziam uma quantidade imensa de gás carbônico. Mesmo depois de engarrafadas, estas cervejas ainda produziam gás carbônico, causando um enorme aumento de pressão. Para conter a pressão as rolhas eram então amarradas com um barbante para impedir que as mesmas saltassem da garrafa. Esta é a origem da “Cerveja Barbante”.

Não existem muitos registros sobre as primeiras cervejarias nacionais, pois as cervejas geralmente eram produzidas e vendidas em barris sem identificação de marca. Os dois pólos industriais da época que iniciaram a produção de cerveja foram os estados do Rio de Janeiro e Pernambuco. O primeiro era muito desenvolvido para a época e era comparado a cidades européias e o segundo recebeu influência da colonização holandesa. É sabido que as primeiras marcas nacionais foram: Logos, Guarda Velha, Gabel, Vesosso, Stampa, Olinda e Leal.

Um ano crucial na história da cerveja brasileira foi 1882, quando Louis Bucher e Joaquim Salles fundaram a Antarctica, que atualmente é a terceira cerveja mais consumida no país. Já o imigrante suíço Joseph Villiger começou a fazer a própria cerveja em casa com o nome de Brahma e, junto com Paul Fritz e Ludwig Mack, em Setembro de 1888, começou sua companhia com 32 empregados e produzindo 12.000 litros de cerveja.

O Brasil ocupa hoje a terceira posição em volume de produção de cerveja no mundo. Chegamos ao fim de mais uma história com muitos detalhes sobre este líquido que a maioria aprecia. Deixem seus comentários, correções, dúvida e teremos o prazer em falar com vocês.

Saúde e um ótimo final de semana.

1ª Degustação Chug-a-Lug

Data: 27/Abril/2017

Chug-a-luggers Presentes: Alexandre Fornazari, Gustavo Samogim, Marcelo Sperandim, Marco Jordan, Orlindo Martins, Ed Gomes, Alessandro Montoya, Renato Maldonado e Rodrigo Menossi.

Convidado: Cezar Pereira.

Tema: Da Bavária ao Brasil – Uma viagem Lager

Público: 47 pessoas

Presidente: Marco Jordan

A apresentação foi iniciada pelo presidente pontualmente às 20:00 com uma breve apresentação introdutória da Confraria Chug-a-Lug ao público participante. Foram apresentadas as regras da Confraria, foi explicado brevemente o que fazemos em nossas reuniões internas e foram feitos os agradecimentos especiais ao Capitão Barley, à Cervejaria Avós e à Cervejaria Hausen por terem dado apoio e suporte para a realização da degustação.

Por volta das 20:15 a sessão passou para o confrade Alexandre Fornazari que conduziu o Bate-papo: O mundo Lager. Neste bate-papo, diferentemente das reuniões internas em que algum assunto técnico é tratado, foi contada a história da cerveja Lager, seu descobrimento, amadurecimento e difusão para todo o mundo até a chegada ao Brasil, se tornando o estilo de cerveja mais popular do mundo. Esta história será contada em publicações neste blog nas próximas semanas.

Após o término do Bate-papo foram servidos os maltes: Pilsen, Cara Gold e Café e os lúpulos: Saaz, Hallertau Hersbrucker e Citra para que os presentes pudessem experimentar os mesmos e facilitar a identificação de tais ingredientes quando a degustação fosse feita. A degustação foi iniciada logo após o término da degustação de ingredientes  bate-papo e o Presidente da Reunião, Marco Jordan, apresentou formalmente aos presentes sobre suas pesquisas e o motivo da escolha do tema e da seleção de cervejas. O presidente concluiu que o universo das cervejas Lager é muito grande e pouco conhecido, por isso resolveu fazer a degustação do estilo. Foram selecionadas quatro cervejas Lager e estas foram degustadas, avaliadas, comentadas e debatidas entre os presentes.

Esta foi nossa primeira experiência com público participante (não confrades) e nossa avaliação geral foi muito positiva. Foi muito gratificante poder compartilhar conhecimento, aprender com outras pessoas, ouvir suas opiniões e agregar um pouco de valor para uma coisa que somos todos apaixonados. Podem aguardar que iremos repetir a dose.

Pra finalizar fizemos a degustação de quatro cervejas, sendo que as seguintes cervejas foram degustadas e avaliadas:

  • Cerveja Czechvar – Czech Premium Pale Lager (3B)
  • Hacker-Pschorr – Pale Kellerbier (7C)
  • Vó Maria e seu Lado Zen – American Lager (1B)
  • Hausen Dunkel – Schwarzbier (8B)

Todas as cervejas foram muito premiadas mas queremos dar enfase especial às duas brasileiras.

  • A Cervejaria Avós com sua “Vó Maria e seu Lado Zen” que foi quem recebeu a medalha de ouro em Blumenau 2017 no estilo American Lager. Como mencionado pelo cervejeiro Junior Bottura na apresentação da cerveja aos presente, a premiação foi uma agradável surpresa pois ele considerava a categoria extremamente difícil por ter havido grandes cervejas inscritas. Para se ter uma ideia a medalha de prata na mesma categoria foi para a Dama American Lager e a medalha de bronze foi para a Kirin Ichiban, jogo duro mas vencido, parabéns Junior pelas cervejas e nossos agradecimentos pela sua participação especial.
  • A Cervejaria Hausen Bier com sua cerveja Hausen Dunkel que recebeu a medalha de ouro 2016 no World Beer Awards (WBA) tanto no estilo quanto como melhor Lager do Mundo, além da medalha de ouro em 2016 para o estilo no Festival Brasileiro da Cerveja. A cervejaria de Araras, no interior de São Paulo, foi fundada por dois Engenheiros de Alimentos e a cervejaria segue a linha mais tradicionalista, como o Reinheitsgebot, ou simplesmente Lei da Pureza Alemã, de 1516, onde a cerveja deve ser feita com apenas água, malte de cevada e lúpulo (ainda não se tinha conhecimento das leveduras na época). Parabéns ao Leandro e ao André pelo carinho que produzem suas cervejas, todas muito boas. Recomendo.

E a vencedora da noite, na opinião dos presentes, foi a Vó Maria e seu Lado Zen. A Cerveja recebeu duas notas máximas em todos os quesitos, dadas por José Antônio Bachur e por Carlos Rodrigues.

A próxima reunião da confraria será definida nos próximos dias e será interna (somente confrades).

Saúde!