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Transição de vinhos suaves para finos

Você á fã do vinho suave ou vinho de mesa? Gosta desse tipo de vinho por ele ser mais “docinho”? Quer começar a tomar vinhos finos (ou secos), mas não consegue adaptar o seu paladar a esses vinhos? Vou te mostrar aqui que você pode e vai conseguir fazer essa transição e se apaixonar pelo mundo maravilhoso dos vinhos finos.

Primeiro vamos falar um pouco sobre as principais diferenças entre os vinhos suaves (ou de mesa) e os vinhos finos.

A principal diferença é a família de uvas com as quais os vinhos suaves e os vinhos finos são produzidos.

Os vinhos suaves, são elaborados a partir da família de uvas chamadas – Uvas Americanas – isto é, uvas nativas do continente americano. São as uvas que encontramos nas feiras, supermercados, sacolões, e etc… como por exemplo a uva Isabel, Niágara e Concórdia. Essas uvas possuem menos taninos nas cascas, baixo teor de açúcar e frutos maiores. Como possuem baixa concentração de açúcar e menos taninos, geram vinhos menos alcóolicos e sem complexidade de aromas e sabores. Aqui no Brasil, uma prática que se tornou comum nas vinícolas que começaram a produzir vinhos com as uvas americanas, foi a adição de açúcar na produção dos vinhos, para aumentar a fermentação e produzir vinhos mais alcóolicos. 

Os vinhos finos (ou secos) são produzidos com as uvas da família Vitis Vinífera, que são uvas oriundas do continente europeu, ou seja, os europeus, que produzem vinhos há mais de 2.000 anos, sempre produziram vinhos a partir dessas castas. Exemplos de Vitis Vinífera: Cabernet Sauvignon (uva tinta mais plantada no mundo) e Chardonnay (uva branca mais plantada no mundo). Esses vinhos são mais complexos e estruturados, com mais diversidade de aromas e sabores, pois cada casta possui suas características e confere aromas e sabores diferentes entre si. Outro ponto é que os vinhos finos também se diferenciam em aromas e sabores quando passam por estágio em barricas de carvalho (americano e francês). 

Agora vamos lá, você quer fazer essa transição dos vinhos suaves para os vinhos finos? Comece com os vinhos tintos mais leves, isto é, com baixo corpo, nesses vinhos você não vai sentir tanto a presença dos taninos, que causam essa sensação de adstringência que muitas pessoas confundem com “amargor”. As uvas com essas características são: Bonarda, Pinot Noir, Tempranillo, Gamay e Zinfandel. 

Outra dica são os vinhos brancos, que por possuírem pouco tanino (as uvas brancas têm uma concentração bem baixa de taninos), tornam-se mais agradáveis ao paladar, e muitas delas são muito aromáticas, como a Riesling Itálica, a Moscato e a Torrontés.

Os vinhos rosés também são uma excelente opção, pois também possuem taninos baixos, e são bem leves e aromáticos.

Se você gosta muito dos vinhos suaves por serem mais doces, você também pode se aventurar pelo mundo dos espumantes. Existem os espumantes doces e demi-sec (meio doce) que também agradam muito ao paladar, e aqui no Brasil, onde as temperaturas são predominantemente altas, um espumante bem gelado é simplesmente uma delícia. Como exemplos dos espumantes doces e demi-sec, temos os espumantes feitos com as variedades de uvas moscato, os Moscatéis, que podem ser brancos ou rosés, os espumantes Prosecco e os espumantes com denominação Demi-sec. 

Gostou das dicas? Então vamos lá testar novos sabores e descobrir qual mais agrada ao seu paladar.

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